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11/05/2009 17:35:30 -
Jogo de xadrez melhora rendimento de jovens em aldeia indÃgena no PA
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Jogo de xadrez melhora rendimento de jovens em aldeia indÃgena no PA Método foi introduzido na tribo em 2008. Professor percebeu que os jovens apuraram o raciocÃnio.
A introdução do jogo de xadrez em uma tribo indÃgena no Pará melhorou de maneira sensÃvel o rendimento das crianças na escola.
O xadrez acabou sendo adotado pelos Ãndios na aldeia dos Tembé, na pequena cidade de Capitão Poço, a 300 km de Belém. Os Ãndios aprenderam um dos jogos mais antigos da humanidade e souberam tirar dele lições, especialmente os jovens e as crianças.
O xadrez foi introduzido na tribo em 2008, pelas mãos do educador Mário Cardozo. Ele dá aulas de esportes em Belém, e percebeu que o jogo dos reis, inventado no século VI, poderia beneficiar também quem não frequenta as escolas convencionais.
“Os indÃgenas são alunos regulares da Secretaria de Educação. Eles não podem ir à escola, então a escola vai até eles. O xadrez foi feito para todo mundo, para o branco, para o preto, para o Ãndio, para todosâ€, afirma o educador.
No começo, nem a sombra da mangueira atraÃa os Ãndios para os tabuleiros. “Eu pensei logo que era um jogo difÃcil, que eu não ia aprenderâ€, afirma um Ãndio.
Concentração
Mas foi num improvável e deslumbrante cenário que o lÃder da aldeia, Kokoioxunti Tembé, percebeu que o jogo poderia transformar os jovens da tribo. “Os alunos que começaram a praticar o xadrez tiveram um desempenho melhor em sala de aulaâ€, diz o pajé. “A gente percebeu que a concentração e o raciocÃnio lógico se tornaram mais apurados, mais afinados. Eles passaram a manifestar mais interesse pelas matérias, matemática, biologia, quÃmica, fÃsicaâ€, conta o professor de educação fÃsica, Tancredo Carvalho de Almeida.
Hoje, quase todos na tribo praticam xadrez. No jogo das 32 peças que se movimentam por 64 casas a sorte não importa. Para jogar bem é preciso utilizar o raciocÃnio lógico e muita estratégia. E é desse processo que os educadores conseguem tirar proveito. “Nós estamos na terceira avaliação e vamos finalizar agora a quarta. A gente fez a soma de todas as médias de quinta a oitava, e a nossa média, que era de 5,9, aumentou para 7.2â€, conta o professor Tancredo.
“Antes eu era afoito, queria acertar tudo chutando. Na matemática, era muito ruim. Agora me considero um bom aluno. E com certeza estou tirando boas notasâ€, diz o estudante Rodrigo.
Fonte: CELULAR RSS O Portal de NotÃcias da Globo
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Enviado por: Moderador
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